A violência doméstica é uma realidade que atinge milhares de mulheres todos os anos. Em Manaus, muitas vítimas ainda desconhecem os direitos assegurados pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e acabam deixando de buscar proteção por medo ou falta de informação.
Conhecer seus direitos é o primeiro passo para agir com segurança e interromper o ciclo da violência.
Como advogada atuante em casos de violência doméstica, apresento abaixo os principais direitos garantidos pela legislação brasileira.
A mulher vítima de violência doméstica possui direito ao acompanhamento por advogado(a) durante todos os atos do processo, tanto na esfera criminal quanto na cível.
O artigo 27 da Lei Maria da Penha assegura assistência jurídica integral durante todo o procedimento.
Caso não possua condições financeiras, a Defensoria Pública deve prestar atendimento gratuito. Ainda assim, a atuação de advogada particular permite estratégia jurídica individualizada e acompanhamento próximo do caso.
O suporte jurídico é essencial para:
– Solicitar medidas protetivas corretamente;
– Pedir alimentos provisórios;
– Regularizar guarda dos filhos;
– Acompanhar o inquérito policial;
– Buscar indenização pelos danos sofridos.
A vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência mesmo sem advogado e sem qualquer custo.
Entre as principais medidas previstas estão:
– Afastamento imediato do agressor do lar;
– Proibição de contato com a vítima;
– Restrição de aproximação;
– Suspensão do porte de arma.
O juiz deve analisar o pedido em até 48 horas.
A Lei Maria da Penha garante à vítima a possibilidade de afastamento do trabalho por até seis meses, sem perda do vínculo empregatício.
Filhos de mulheres vítimas de violência doméstica possuem prioridade para matrícula em escola próxima à nova residência.
O agressor pode ser condenado ao pagamento de pensão alimentícia, reparação de danos materiais e indenização por danos morais decorrentes da violência.
Quando há indícios de violência doméstica, a guarda compartilhada pode ser afastada para proteção da criança.
Cada caso possui particularidades. A atuação jurídica estratégica desde o início pode influenciar diretamente na segurança da vítima e nos resultados do processo.
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